Endometriose, religião e espiritualidade


25 de dezembro de 2013

O que me fez optar pela mudança de estilo de vida? Quais os fundamentos dos princípios de saúde que embasam o tratamento que escolhi? Eu recebi um mapa. Uma herança de família. Subvalorizada, mas real o suficiente para voltar à tona quando me deparei com uma situação-limite. Dores, órgãos sendo mutilados, fraqueza generalizada, emagrecimento, adoecimento progressivo e a ausência de um tratamento curativo. Diante dos efeitos colaterais do tratamento hormonal e do risco de ser submetida a repetidas cirurgias, eu orei.

Nasci em um lar cristão. Minha bisavó materna comprou um livro, da autoria de Ellen White. Aceitou a mensagem. Essa mensagem chegou até mim, assim como tem chegado a milhares de pessoas. Na 2ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, um de seus livros foi citado pelos entrevistados como o último livro que havia sido lido ou se estava lendo. Um livro fora da mídia que também me alcançou. Entre os vários temas ligados à espiritualidade, que Ellen White escreveu, há livros sobre saúde. Por isso, minha bisavó mudou seus hábitos: nada de cigarro, bebidas alcoólicas, estimulantes (cafeína etc.); adoção de uma dieta vegetariana, exercícios físicos, valorização da natureza (sol, água, ar, vegetação etc.), cuidado das emoções e confiança em Deus. Esse conhecimento chegou até mim. Mas com a correria da vida, eu não o valorizei o suficiente. Quando adoeci, lembrei-me dele.

Ao reler os livros de Ellen White, comecei a colocar em prática suas orientações. Mas, no decorrer das mudanças, que já produziam melhoras em meu organismo, voltei a trabalhar. Aceitei um emprego desgastante física e emocionalmente. Não tive condições de pensar em minha saúde. Foi nesse período que tive uma crise de dor intensa. Foi quando o médico disse que não havia outra saída a não ser aceitar a cirurgia. Como um último recurso, decidi pedir demissão e retomar as mudanças de estilo de vida, pois em nenhuma consulta tive a garantia de cura com tratamentos convencionais. Orei. Se mensagem de saúde não fosse capaz de deter a doença, eu aceitaria a cirurgia.

Nessa época, meu marido me contou que havia lido sobre a luta de um médico norte-americano, chamado Benjamin Carson, contra o câncer. Ben Carson é um neurocirurgião premiado internacionalmente por revolucionar a medicina em sua especialidade. Atualmente, ele é diretor do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins (Há um filme muito bem produzido sobre sua história, com Cuba Gooding Jr.: “Mãos Talentosas.” Pode ser encontrado em locadoras ou na internet, no Vimeo). No livro “Take the Risk” (No Brasil, publicado com o título Risco Calculado, pela Casa Publicadora Brasileira), Ben Carson conta que enfrentou e venceu o câncer por duas vezes. Além dos tratamentos convencionais, ele fez uso de gliconutrientes. Disse que em uma semana de uso, os sintomas do câncer na próstata haviam desaparecido. O livro não é um compêndio médico sobre gliconutrientes, mas a reunião de relatos incríveis de um médico pouco conhecido no Brasil que tem uma história de vida extraordinária.

 A partir dessa leitura, pesquisamos muito sobre os gliconutrientes. Eles estão presentes em vários alimentos. Fiz uso deles, e a melhora foi incrível. Pesquisamos e descobrimos que essas substâncias que compõem o remédio que Carson usou fazem parte da planta conhecida como babosa (aloe arborescens). Prosseguimos com a pesquisa e fizemos o composto com a babosa. Em 20 dias, houve diminuição dos focos de endometriose. Em seis meses, eu havia perdido 7 cm desses focos (Veja o texto que escrevi sobre a aloe).

Como escrevi, o tratamento fitoterápico aliado à mudança de estilo de vida recuperou minha saúde sem que houvesse qualquer efeito colateral. Mas sobre esse tratamento há uma consideração importante a ser feita, conforme escreveu Ben Carson, médico cristão adventista: “Com uma semana fazendo o regime de gliconutrientes, meus sintomas desapareceram completamente [...] mesmo se os gliconutrientes funcionassem para mim, outros talvez não fossem tão cuidadosos com as mudanças alimentares (Risco Calculado, p.189,190).

Ben Carson não apenas recorreu à fitoterapia como buscou praticar as orientações de saúde de Ellen White, pois ele é um médico adventista. A mudança, para ser efetiva, abrange todo o estilo de vida.

De acordo com o médico Harold G. Koenig, formado pela Universidade de Stanford, diretor do Centro para Teologia, Espiritualidade e Saúde e professor de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, determinados grupos religiosos, devido ao seu estilo de vida, têm uma saúde melhor. Koenig, que é o principal pesquisador médico de referência mundial sobre a relação entre espiritualidade e saúde, faz constatações científicas sobre vários grupos religiosos e sua relação com a saúde. Sobre os adventistas, Koenig afirma em seu livro “Medicina, Religião e Saúde” (L&PM, 2012):

“Os membros da Igreja Adventista do Sétimo dia costumam ser vegetarianos, e sua expectativa de vida média excede à da população geral por uma média de quatro anos, com índices mais baixos de mortalidade por doenças cardiovasculares” (p. 109).

“Pesquisas demonstram que os índices de AVC diferem de acordo com o grupo religioso. Sabe-se que [...] membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia têm índices menores de AVC [...]. Embora esses achados sejam explicados em termos de dieta e estilo de vida, são uma consequência de determinadas crenças e práticas religiosas” (p.119).

“É de conhecimento geral que certos grupos religiosos, como os adventistas do sétimo dia [...] e outros com fortes tabus contra o consumo de álcool, o tabagismo e outros comportamentos de saúde negativos, têm menores índices de câncer. Embora esses achados tenham sido atribuídos basicamente à alimentação e ao estilo de vida, o envolvimento religiosos pode, de fato, ser um complemento aos estilos de vida saudáveis na redução do risco de mortalidade por câncer” (p.124-125).

Em novembro de 2011, a revista National Geographic publicou uma matéria intitulada “Os segredos da longa vida” (Leia a matéria no site da revista). Entre os grupos de maior longevidade está aquele formado pelos adventistas do sétimo dia (Veja aqui e aqui). Sobre o adventismo, a matéria afirma:

É sexta-feira de manhã, e Marge Jetton segue em alta velocidade pela estrada San Bernardino no seu Cadillac Seville lilás. Com seus óculos escuros, ela examina a estrada com a cabeça mal aparecendo por cima do volante. Marge, que fez 101 anos em setembro, está atrasada para um de seus vários compromissos com grupos de voluntários, e acelera ainda mais. Nessa manhã ela já caminhou 1 quilômetro e meio, levantou pesos e comeu seu mingau. “Não sei por que Deus me deu o privilégio de viver tanto”, diz ela, apontando para si mesma. “Mas olhe só o que Ele fez.” Deus talvez tenha a ver com a vitalidade de Marge e talvez não tenha; mas a religião dela decerto tem. Marge é adventista do sétimo dia. Estamos em Loma Linda, Califórnia, a meio caminho entre Palm Springs e Los Angeles. Ali, em meio a laranjais, vive uma comunidade, já muito estudada, de adventistas do sétimo dia. A Igreja Adventista nasceu na mesma época das reformas na saúde no século 19 que difundiram o vegetarianismo organizado, a bolacha integral tipo graham e os cereais matinais – John Harvey Kellogg era um adventista quando começou a fabricar flocos de trigo. Assim, os adventistas sempre pregaram e praticaram a saúde. Sua igreja proíbe fumar, consumir álcool e comer alimentos que a Bíblia considera impuros, tais como carne de porco. Também tenta desestimular o consumo de outras carnes, alimentos muito gordurosos, bebidas com cafeína e condimentos e temperos considerados “estimulantes”. “Cereais, frutas, verduras e nozes constituem a alimentação escolhida para nós pelo Criador”, escreveu Ellen White, uma das figuras que ajudaram a formar a Igreja Adventista. Os religiosos também guardam o descanso no sábado, dia em que socializam com outros membros da igreja e desfrutam de um período de descanso. A maioria dos adventistas segue esse estilo de vida prescrito – demonstrando, talvez, o poder de combinar saúde com religião.

Provavelmente, você encontrará em uma igreja adventista pessoas que pratiquem e compartilhem gratuitamente as recomendações de saúde dadas por Ellen White. Mas caso você tivesse entrado na igreja, há alguns anos, em busca dessa mensagem e me encontrasse no templo quando eu ainda não sabia que estava com endometriose e sofreria com essa doença, vendo a minha vida e meus hábitos, você não encontraria essa mensagem. Assim, como milhares de outros adventistas, eu não seguia as orientações dadas. Mas isso não significa que elas não existam. Os livros de Ellen White estão aí, a ciência tem feito suas constatações positivas em relações a eles, a mídia tem divulgado os resultados de um estilo de vida adventista e meu corpo restaurado é a minha melhor evidência. Como diz Koenig, as orientações de estilo de vida ajudam, e muito, na manutenção e recuperação da saúde, mas foi a partir de uma prática religiosa que aprendi a buscar a Deus e reconhecer Seu amor por mim. Isso é saúde.

Com religião ou sem religião, com espiritualidade ou sem espiritualidade, você pode vencer a doença, se adotar um estilo de vida saudável. Mas no meu caso, eu venci a doença com a religião, com a espiritualidade (Um dos primeiros textos que escrevi sobre fé e endometriose foi este: Mulheres famosas e endometriose). Mudei meu estilo de vida, pesquisei e, sobretudo, orei. Qual o valor da saúde sem a essência da vida?


Leia o texto Além da saúde.

Matéria sobre o estilo de vida adventista na National Geographic 

Toque de Fé

31/3/2013

Voltando de Gergesa à costa ocidental, Jesus encontrou uma multidão para O receber, e saudaram-nO com alegria. Permaneceu por algum tempo nas proximidades do lago, ensinando e curando, dirigindo-Se em seguida à casa de Levi Mateus, para encontrar-Se com os publicanos no banquete. Ali O achou Jairo, príncipe da sinagoga.
Esse chefe judeu foi ter com Jesus em grande aflição, e atirou-se-Lhe aos pés, exclamando: “Minha filha está morrendo; rogo-Te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva.”
Jesus partiu imediatamente com o príncipe. Conquanto os discípulos houvessem testemunhado tantas de Suas obras de misericórdia, surpreenderam-se com Sua condescendência para com a súplica desse altivo rabi; acompanharam, contudo, ao Mestre e o povo os seguiu, ansioso e expectante. Não era longe a casa do príncipe, mas Jesus e Seus companheiros avançaram lentamente, pois a turba O comprimia de todos os lados. O ansioso pai impacientava-se com a demora; Jesus, porém, compadecendo-Se do povo, detinha-Se aqui e ali para aliviar algum sofrimento, ou confortar um coração turbado.
 
Quando ainda em caminho, um mensageiro chegou abrindo passagem por entre a multidão, levando a Jairo a notícia do falecimento da filha, e dizendo ser inútil incomodar mais o Mestre.
 
As palavras foram ouvidas por Jesus. “Não temas”, disse Ele; “crê somente, e será salva.”
 
Jairo achegou-se mais para o Salvador, e juntos apressaram-se para a casa dele. Já os pranteadores e os tocadores de flauta ali estavam, enchendo os ares com seus clamores. A presença da multidão e o tumulto feriram o espírito de Jesus. Procurou fazê-los silenciar, dizendo: “Por que vos alvoroçais e chorais? a menina não está morta, mas dorme.” Eles se indignaram ante as palavras do Estranho. Tinham visto a menina nos braços da morte, e riram-se desdenhosamente dEle. Pedindo a todos que deixassem a casa, Jesus levou consigo o pai e a mãe da menina, e os três discípulos, Pedro, Tiago e João, e juntos entraram na câmara mortuária.
 
Jesus aproximou-Se do leito, e tomando a mão da menina na Sua, proferiu brandamente, na linguagem familiar de sua casa, as palavras: “Menina, a ti te digo, levanta-te.”
Um tremor perpassou-lhe instantaneamente pelo corpo inanimado. Volveram as pulsações da vida. Os lábios descerraram-se num sorriso. Os olhos abriram-se como se despertasse do sono, e a menina olhou admirada ao grupo que a rodeava. Ergueu-se e os pais estreitaram-na, chorando de alegria.
 
De caminho para a casa do príncipe, Jesus encontrara, entre a multidão, uma pobre mulher que, por doze anos, sofrera de um mal que lhe tornava um fardo a existência. Consumira todos os seus recursos com médicos e remédios, para ser afinal declarada incurável. Reviveu-lhe, porém, a esperança, ao ouvir falar das curas operadas por Cristo. Teve a certeza de que se tão-somente pudesse ir ter com Ele, havia de recobrar a saúde. Fraca e sofrendo chegou à beira-mar, onde Ele estava ensinando, e tentou romper a multidão, mas em vão. Novamente O seguiu da casa de Levi Mateus, mas foi-lhe outra vez impossível chegar até Ele. Começara a desesperar quando, abrindo caminho por entre o povo, Ele chegou perto de onde ela se achava.
Ali estava a áurea oportunidade. Achava-se em presença do grande Médico! Em meio da confusão, porém, não Lhe podia falar, nem vê-Lo senão de relance. Temendo perder seu único ensejo de cura, forcejou por adiantar-se, dizendo de si para si: “Se eu tão-somente tocar o Seu vestido, ficarei sã.” Mateus 9:21. Quando Ele ia passando, ela avançou, conseguindo tocar-Lhe, de leve, na orla do vestido. No mesmo instante, todavia, sentiu que estava sã. Concentrara-se, naquele único toque, toda a fé de sua vida e, num momento, a doença e a fraqueza deram lugar ao vigor da perfeita saúde.
 
Cheia de gratidão, buscou retirar-se dentre o povo; mas Jesus deteve-Se de repente, e o povo parou com Ele. Voltou-Se e, numa voz distintamente ouvida acima do burburinho da multidão, indagou: “Quem é que Me tocou?” Lucas 8:45. O povo respondeu a essa pergunta com uma expressão de surpresa. Impelido de todos os lados, rudemente comprimido daqui e dali, como Ele estava, parecia essa uma estranha interrogação.
Pedro, sempre pronto a falar, disse: “Mestre, a multidão Te aperta e Te oprime, e dizes: Quem é que Me tocou?” Jesus respondeu: “Alguém Me tocou, porque bem conheci que de Mim saiu virtude.” O Salvador podia distinguir o toque da fé, do casual contato da turba descuidosa. Essa confiança não devia passar sem comentário. Queria dirigir à humilde mulher palavras de conforto, que lhe serviriam de fonte de alegria – palavras que seriam uma bênção aos Seus seguidores até ao fim dos séculos.
Olhando para a mulher, Jesus insistiu em saber quem O tocara. Vendo ela que era inútil querer ocultar-se, adiantou-se tremendo e lançou-se-Lhe aos pés. Com lágrimas de gratidão, contou a história de seus sofrimentos e como encontrara alívio. Jesus disse brandamente: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” Lucas 8:48. Ele não deu nenhum ensejo para que a superstição pretendesse haver virtude curadora no simples toque de Suas vestes. Não fora pelo contato exterior com Ele, mas por meio da fé que se firmava em Seu poder divino, que se operara a cura.
 
A turba admirada que se comprimia em torno de Jesus, não sentira nenhum acréscimo de poder vital. Mas, quando a sofredora mulher estendeu a mão para tocá-Lo, crendo que se restabeleceria, experimentou a vivificadora virtude. Assim nas coisas espirituais. Falar de religião de maneira casual, orar sem ter a alma faminta e viva fé, nada aproveita. A fé nominal em Cristo, que O aceita apenas como o Salvador do mundo, não pode nunca trazer cura à alma. A fé que opera salvação, não é mero assentimento espiritual à verdade. Aquele que espera inteiro conhecimento antes de exercer fé, não pode receber bênção de Deus. Não basta crer no que se diz acerca de Cristo; devemos crer nEle. A única fé que nos beneficiará, é a que O abraça como Salvador pessoal; que se apropria de Seus méritos. Muitos têm a fé como uma opinião. A fé salvadora é um ajuste pelo qual aqueles que recebem a Cristo se unem a Deus em concerto. Fé genuína é vida. Uma fé viva significa acréscimo de vigor, segura confiança pela qual a alma se torna uma força vitoriosa.
 
Após a cura da mulher, Jesus desejava que ela reconhecesse a bênção que recebera. Os dons oferecidos pelo evangelho não devem ser adquiridos às furtadelas, nem fruídos em segredo. Assim o Senhor nos chama a confessar Sua bondade. “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus.” Isaías 43:12.
 
Nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Temos de reconhecer-Lhe a graça segundo nos é dada a conhecer através dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus, ao revelar em nós mesmos a operação de um poder que é divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, uma experiência que difere essencialmente da sua. Deus deseja que nosso louvor a Ele ascenda, com o cunho de nossa própria individualidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glória de Sua graça, quando corroborados por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, eficaz para salvação de almas.
 
[...]
 
É para nosso próprio benefício que conservamos sempre vívidos na memória todos os dons divinos. Assim se robustece a fé para pedir e receber mais e mais. Há mais animação para nós na menor bênção que nós mesmos recebemos de Deus, do que em todas as narrações que possamos ler acerca da fé e experiência de outros. A alma que corresponde à graça de Deus será como jardim regado. Sua saúde brotará apressadamente; sua luz rompeu nas trevas, e a glória do Senhor se verá sobre ela. Lembremos, pois, a amorável bondade do Senhor e a multidão de Suas ternas misericórdias. Como o povo de Israel, empilhemos nossas pedras de testemunho, e sobre elas inscrevamos a preciosa história do que Deus tem feito por nós. E, ao recordarmos Seu trato para conosco em nosso peregrinar, corações enternecidos de gratidão, declaremos: “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o Seu povo.” Salmo 116:12-14.
 
Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001.
 
Meu Deus maravilhoso, Cristo Senhor, obrigada pelo que Tens feito por mim.

O Sol da Justiça

19 de janeiro de 2013
 
“O Sol da Justiça não irrompia sobre o mundo em esplendor, para deslumbrar os sentidos com Sua glória. Está escrito de Cristo: ‘Como a alva, será a Sua saída’ Oséias 6:3. Calma e suavemente rompe a luz matinal sobre a terra, dissipando as trevas e despertando o mundo para a vida. Assim surgiu o Sol da Justiça, trazendo salvação ‘debaixo das Suas asas’ Malaquias 4:2. (Ellen G. White. Ciência do Bom Viver. P.32).
 
“Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com toda a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz.’ II Coríntios 4:6. Ele é a luz do Sol, e da Lua, e das estrelas. Era Ele a luz espiritual que, em símbolo e tipo e profecia, brilhara sobre Israel. Mas não somente para a nação judaica fora dada essa luz. Como os raios solares penetram até aos mais afastados recantos da Terra, assim a luz do Sol da Justiça resplandece sobre toda alma. ‘Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo.’” (Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações. p. 464).
 
“Silenciosos, aguardavam os espectadores o fim da terrível cena. O Sol saíra, mas a cruz continuava circundada de trevas. Sacerdotes e príncipes olhavam em direção de Jerusalém; e eis que a espessa nuvem pousara sobre a cidade e as planícies da Judéia. O Sol da Justiça, a Luz do mundo, retirava Seus raios da outrora favorecida cidade de Jerusalém. Os terríveis relâmpagos da ira divina dirigiam-se contra a malfadada cidade.
De repente, ergueu-se de sobre a cruz a sombra, e em tons claros, como de trombeta, tons que pareciam ressoar por toda a criação, bradou Jesus: ‘Está consumado.’ João 19:30. ‘Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito.’ Lucas 23:46. Uma luz envolveu a cruz, e o rosto do Salvador brilhou com uma glória semelhante à do Sol. Pendendo então a cabeça sobre o peito, expirou.” (Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações. p.756).
 
“‘Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.’ Apocalipse 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.” (Ellen G. White. História da Redenção. p. 432).
 
 “Se quereis que vossas casas sejam agradáveis e convidativas, tornai-as resplendentes com ar e luz solar. Removei vossas espessas cortinas, abri as janelas, suspendei as persianas e fruí a rica luz do Sol, ainda que seja à custa das cores de vossos tapetes. A preciosa luz solar poderá fazer descorar os vossos tapetes; ela, porém, dará uma cor saudável às faces de vossos filhos. Se tiverdes a presença de Deus e possuirdes coração cheio de zelo e amor, uma casa humilde, na qual haja ar e brilhe a luz do Sol, e animada por altruísta hospitalidade, será para vossa família e para o cansado viajante um céu na Terra.” Ellen G. White. Conselhos sobre Saúde. p. 196).
 
 “O Grande Mestre está incutindo em Seus ouvintes a bênção que poderão ser para o mundo, representada pelo despontar do Sol no oriente, dissipando a névoa e as sombras das trevas. A alvorada dá lugar ao dia. O Sol, dourando, matizando e então embelezando os céus com seu fulgor de luz, é um símbolo da vida cristã. Como a luz do Sol é luz e vida e bênção para todos os seres viventes, assim deveriam os cristãos, por suas boas obras, por sua animação e coragem, ser a luz do mundo. Como a luz do Sol afugenta as sombras da noite e verte suas glórias sobre vales e colinas, assim refletirá o cristão o Sol da justiça que incide sobre ele.” (Ellen G. White. Este dia com Deus. p.90).
 
 “É Deus quem faz o botão tornar-se flor e a flor fruto. É por Seu poder que a semente se desenvolve, ‘primeiro, a erva, depois, a espiga, e por último, o grão cheio na espiga’. Marcos 4:28. E o profeta Oséias diz, referindo-se a Israel, que ele ‘florescerá como o lírio. ... Serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide.’ Oséias 14:5 e 7. E Jesus nos diz: ‘Considerai os lírios, como eles crescem.’ Lucas 12:27. As plantas e flores não crescem em virtude de seu próprio cuidado, ansiedade ou esforço, mas pelo recebimento daquilo que Deus forneceu para lhes servir à vida. A criança não pode, por qualquer ansiedade ou poder próprio, aumentar sua estatura. Do mesmo modo não podeis vós, por vossa própria ansiedade ou esforço, conseguir crescimento espiritual. A planta e a criança crescem recebendo do seu ambiente aquilo que lhes serve à vida – ar, luz do Sol e alimento. O que esses dons da natureza são para o animal e a planta, é Cristo para os que nEle confiam. É-lhes ‘luz perpétua’ (Isaías 60:19), ‘Sol e Escudo’ (Salmo 84:11). Será ‘para Israel, como orvalho’. Oséias 14:5. ‘Descerá como a chuva sobre a erva ceifada.’ Salmo 72:6. É Ele a água viva, ‘o pão de Deus... que desce do Céu e dá vida ao mundo’. João 6:33. [...] Como a flor se volve para o Sol, para que os seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver a beleza e simetria, assim devemos nós volver-nos para o Sol da justiça, a fim de que a luz do Céu incida sobre nós e nosso caráter seja desenvolvido à semelhança de Cristo.” (Ellen G. White. Caminho a Cristo. p.68 e 69).

O Doce Médico dos Médicos



15 de julho de 2012



Logo em seguida o átrio ficou repleto de enfermos que eram trazidos a Jesus para serem curados. Alguns já estavam morrendo. Essas pessoas aflitas sentiam sua enorme necessidade.

Olhavam suplicantes para Jesus, temendo encontrar o mesmo olhar severo que havia expulsado do templo os mercadores, mas o que encontraram em Sua face foi somente ternura e compaixão.

Jesus recebeu os doentes gentilmente e ao toque de Suas mãos a doença e o sofrimento desapareciam. Ternamente acolhia as criancinhas em Seus braços, acalmando seu choro irritado e tirando de seus pequenos corpos a dor e a doença. Eram devolvidas às suas mães risonhas e curadas.

Que quadro diferente encontraram os principais e sacerdotes ao voltar cautelosamente para o templo! Homens, mulheres e crianças erguiam a voz em louvor a Deus. Viram os doentes curados, os cegos com a visão restaurada, surdos ouvindo e os coxos saltando de alegria.

As crianças tomavam a frente nas expressões de louvor. Repetindo os cânticos do dia anterior acenavam os ramos de palmeira em homenagem a Jesus. O templo repercutia as fortes exclamações:

"Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em nome do Senhor!" Mateus 21:9.

"Eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador." Zacarias 9:9

Ellen G. White. Maravilhosa graça. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1974. p.17

Diante do desespero


9 de julho de 2012

Você me pergunta por que acorda de noite e se sente envolto em trevas. Muitas vezes eu também sinto a mesma coisa; mas esses sentimentos de desânimo não constituem uma evidência de que Deus abandonou a você ou a mim... Sentimentos sombrios não constituem uma evidência de que as promessas de Deus são ineficazes.

Você olha para os seus sentimentos, e visto que nem todas as suas perspectivas são brilhantes, começa a puxar o manto da opressão para mais perto de sua alma. Olha para dentro de si mesmo e pensa que deus o está abandonando. Deve olhar para Cristo...
Entrando em comunhão com o nosso Salvador, penetramos na região da paz.

Precisamos fazer constante uso da fé, e confiar em deus, sejam quais forem os nossos sentimentos... Devemos ter bom ânimo, sabendo que Cristo venceu o mundo. Teremos tribulações no mundo, mas paz em Jesus Cristo. [...] desvie os olhos do íntimo, e olhe para Jesus, o qual o único ajudador.

Ellen G. White. Mensagens escolhidas. Vol.3. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000.  

Pão da Vida




Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
João 6:35


  Eu sou o pão da vida.
João 6:48

Ele promete paz

26 de maio de 2012






O amor e a fidelidade se encontrarão;
A justiça e a paz se beijarão.

Salmo 85:10




Elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o socorro?

1 de abril de 2012

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?
O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.
Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda.
É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.

O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.
De dia não te molestará o Sol, nem de noite, a lua.
O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.
O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.

Salmo 121

Você

20 de março de 2012




Jesus se importa com os problemas humanos

19 de março de 2012

[O dirigente da festa chamou o noivo] e disse: Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados beberam à vontade, servem o vinho barato. Você, porém, guardou até agora o melhor vinho. João 2:10, BLH.

As jubilosas festividades de um casamento judaico eram precedidas por solenes cerimônias religiosas. Como preparativo para sua nova relação, as partes realizavam certos ritos de purificação e confessavam seus pecados.A parte mais interessante da cerimônia ocorria à noite, quando o noivo saía para encontrar a noiva e levá-la para o lar dele. Na casa da noiva, um grupo de convidados aguardava o aparecimento do noivo. Ao aproximar-se ele, ouvia-se o brado: "Eis o noivo! Saí ao seu encontro!" Mateus 25:6.

A noiva, vestida de puro branco, tendo a cabeça coroada de flores, recebia o noivo e, acompanhada pelos convidados, deixava a casa de seu pai. À luz de tochas, com impressionante pompa, sons de cânticos e instrumentos musicais, a procissão lentamente avançava para a casa do noivo, onde se oferecia um banquete aos convidados.Para esse banquete era providenciado o melhor alimento que se podia obter. O vinho não fermentado era usado como bebida. Era costume da época que as festividades do casamento prosseguissem por vários dias. Nessa ocasião, antes de encerrar-se a festa, descobriram que havia acabado o abastecimento de vinho.

Quando se fez o pedido por mais vinho, a mãe de Jesus, achando que Ele poderia sugerir algo para aliviar o constrangimento, foi a Ele e disse: "Eles não têm mais vinho." João 2:3. ... A parte ativa que Maria desempenhou na festa indica que ela não era simplesmente uma convidada, mas parente de um dos noivos.Como alguém que tinha autoridade, ela disse aos servos: "Fazei tudo o que Ele vos disser." João 2:5. ...Jesus lhes disse: "Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala." João 2:7 e 8. ...

O ato de Cristo naquele momento ficou registrado para todos os tempos, para que possamos ver que Cristo não falha nem mesmo numa perplexidade como a que surgiu naquela ocasião.


WHITE, Ellen G. Cristo triunfante. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002.

Gratidão pela saúde

14 de dezembro de 2011

Quantas vezes os que estão com saúde esquecem as maravilhosas bênçãos que lhes são continuamente concedidas dia a dia, ano após ano! Não rendem a Deus tributo de louvor por todos os Seus benefícios. Quando sobrevém a doença, porém, lembram-se de Deus. O forte desejo de restabelecer-se induz a fervorosa oração; e isto é direito.

Deus é nosso refúgio tanto na enfermidade quanto na saúde. Muitos, no entanto, não Lhe entregam seu caso; eles promovem a fraqueza e a doença preocupando-se consigo mesmos. Caso deixassem de afligir-se, e se erguessem acima da depressão e das sombras, mais certa seria a cura.

Devem lembrar-se com gratidão por quanto tempo gozaram a bênção da saúde; e, fosse essa preciosa graça a eles restituída, não deveriam esquecer que se acham sob nova obrigação para com seu Criador. Quando os dez leprosos foram curados, unicamente um volveu em busca de Jesus e deu-Lhe glória. Não sejamos nós como os inconsiderados nove, cujo coração não foi tocado pela misericórdia de Deus.

Ellen G. White. Conselhos sobre Saúde. p. 382.

A importância da insistência

14 de novembro de 2011

Às vezes, a resposta às nossas orações vem imediatamente; outras vezes, temos que esperar pacientemente e continuar pleiteando com fervor pelas coisas de que necessitamos, sendo o nosso caso ilustrado pelo do importuno solicitador de pão. "Qual de vós terá um amigo e, se for procurá-lo à meia-noite [...]". Lucas 11:5. Essa lição significa mais do que podemos imaginar. Devemos insistir no pedido, mesmo que não percebamos a resposta imediata às nossas orações. "E Eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á." Lucas 11:9 e 10.

Necessitamos de graça, de iluminação divina, para que por meio do Espírito possamos saber como pedir em favor dessas coisas de que carecemos. Se nossas petições forem ditadas pelo Senhor, elas serão respondidas.

Há preciosas promessas nas Escrituras para os que esperam no Senhor. Todos desejamos uma resposta imediata às nossas orações, e somos tentados a desanimar-nos se a nossa súplica não é prontamente respondida. Todavia, minha experiência me tem ensinado que isso é um grande erro. A demora visa ao nosso proveito especial. Temos a oportunidade de verificar se nossa fé é verdadeira e sincera ou se inconstante como as ondas do mar. Devemos cingir-nos ao altar com as potentes cordas da fé e do amor, e permitir que a paciência realize a sua obra perfeita. A fé torna-se forte por meio do contínuo exercício. Essa espera não indica que em virtude de pedirmos saúde a Deus não tenhamos que fazer coisa alguma. Ao contrário, devemos fazer o melhor uso dos meios que o Senhor em Sua bondade providenciou para nós em nossas necessidades.

Conselhos sobre Saúde. Ellen G. White. p.381-382.

Paz

27 de outubro de 2011


A paz de Cristo
, a paz de Cristo - não a pode comprar o dinheiro, o talento brilhante não a pode obter, não pode consegui-la o intelecto; é dom de Deus. A religião de Cristo Como poderei fazer com que todos entendam sua grande perda caso deixem de pôr em prática os seus princípios na vida diária? A mansidão e humildade de Cristo é a força do cristão. Na verdade, é mais preciosa do que todas as coisas que o gênio pode criar ou a riqueza comprar. Dentre todas as coisas ambicionadas, acariciadas e cultivadas, nenhuma há de tanto valor aos olhos de Deus como um coração puro, uma disposição impregnada de gratidão e paz.

Se no coração existir a harmonia divina da verdade e do amor, ela se refletirá nas palavras e nos atos. O mais cuidadoso cultivo das boas maneiras exteriores e cortesias da vida não possui poder suficiente para fechar a porta a toda impaciência, crítica rude e palavra inconveniente. O espírito de genuína bondade deve habitar no coração. O amor comunica ao seu possuidor graça, boas maneiras e beleza de comportamento. O amor aformoseia o rosto e abranda a voz; refina e eleva o homem todo. Põe-no em harmonia com Deus, pois é um atributo celestial.


Ellen G. White. Conselhos sobre Saúde. p. 403.

Para alcançar a cura

6 de outubro de 2011

A vida ao ar livre é boa para o corpo e a mente. É o remédio divino para a restauração da saúde. Ar puro, água potável, luz solar, as circunjacentes belezas da natureza são os Seus meios de restaurar o doente à saúde por processos naturais. Para o doente vale mais do que prata ou ouro estar à luz do Sol ou à sombra das árvores.[...]

No esforço feito para restaurar o doente à saúde, deve-se fazer uso das coisas belas da criação de Deus. O olhar as flores, colher os frutos maduros, escutar o alegre canto dos pássaros exerce um efeito estimulante peculiar sobre o sistema nervoso. Da vida ao ar livre adquirem os homens, mulheres e crianças o desejo de ser puros e inocentes. Mediante a influência das propriedades reanimadoras, revivificantes e comunicadoras de vida dos grandes recursos medicinais da natureza, as funções do corpo são fortalecidas, avivado o intelecto, a imaginação despertada, animado o espírito e a mente preparada para apreciar a beleza da Palavra de Deus.

Sob essas influências, combinadas com a influência do tratamento cuidadoso e o alimento saudável, o doente encontra a saúde. O passo vacilante recobra a sua elasticidade. Adquirem novamente os olhos o seu brilho. O desesperado torna-se esperançoso. Aquele que outrora apresentava um semblante abatido, mostra agora uma expressão de alegria. Os lamentosos tons da voz cedem lugar aos tons de contentamento. As palavras expressam a convicção: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." Salmo 46:1. A esperança do cristão torna-se iluminada. A fé retorna.

São ouvidas as palavras: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam." Salmo 23:4. "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador." Lucas 1:46 e 47. "Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." Isaías 40:29. O reconhecimento da bondade de Deus em prover essas bênçãos revigora a mente. Deus Se acha muito próximo e Se sente satisfeito ao ver Seus dons apreciados.





Ellen G. White. Conselhos sobre saúde. p. 167.

Quem é Cristo?

28 de setembro de 2011

Outro erro perigoso é a doutrina que nega a divindade de Cristo, pretendendo que Ele não tivera existência antes de Seu advento a este mundo. Esta teoria é recebida com favor por uma vasta classe que professa crer na Escritura Sagrada; diretamente contradiz, todavia, as mais compreensíveis declarações de nosso Salvador com respeito à Sua relação com o Pai, Seu caráter divino e Sua preexistência. Não pode ser entretida sem a mais injustificada violência às Escrituras. Não somente rebaixa as concepções do homem acerca da obra da redenção, mas solapa a fé na Bíblia como revelação de Deus. Ao mesmo tempo que isso a torna mais perigosa, torna-a também mais difícil de ser enfrentada. Se os homens rejeitam o testemunho das Escrituras inspiradas concernente à divindade de Cristo, é em vão arguir com eles sobre este ponto; pois nenhum argumento, por mais conclusivo, poderia convencê-los. “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” I Coríntios 2:14. Pessoa alguma que alimente esse erro pode ter exato conceito do caráter ou missão de Cristo, nem do grande plano de Deus para a redenção do homem.

Ainda outro erro sutil e nocivo é a crença, que rapidamente se espalha, de que Satanás não existe como ser pessoal; de que este nome é empregado nas Escrituras meramente para representar os maus pensamentos e desejos do homem. O ensino tão extensamente exposto dos púlpitos populares, de que o segundo advento de Cristo é a Sua vinda a cada indivíduo por ocasião da morte, é um ardil para desviar a mente dos homens de Sua vinda pessoal nas nuvens do céu. [...]

Outrossim, ensina a sabedoria mundana que a oração não é essencial. Homens de Ciência pretendem que a oração não pode, na verdade, ser atendida; que isto seria uma violação da lei, um milagre, e que os milagres não existem. O Universo, dizem eles, é governado por leis fixas, e o próprio Deus nada faz contrário a essas leis. Assim representam a Deus governado por Suas próprias leis, como se a operação das leis divinas pudesse excluir a liberdade divina. Tal ensino se opõe ao testemunho das Escrituras. Não foram operados milagres por Cristo e por Seus apóstolos? O mesmo compassivo Salvador vive hoje, e está tão disposto a escutar a oração da fé, como quando andava visivelmente entre os homens. O natural coopera com o sobrenatural.

Faz parte do plano de Deus conceder-nos, em resposta à oração da fé, aquilo que Ele não outorgaria se o não pedíssemos assim.

Ellen G. White. O Grande Conflito. p. 525-526.

A Fonte da Vitalidade

21 de setembro de 2011



O propósito de Deus, em relação aos Seus filhos, é que cresçam até à estatura perfeita de homens e mulheres em Cristo Jesus. Para o conseguir, cumpre que façam uso legítimo de toda faculdade do espírito, alma e corpo. Não devem desperdiçar nenhuma força mental nem física.


O assunto de como preservar a saúde é de importância capital. Estudando-o no temor de Deus, acharemos que o melhor para a nossa prosperidade, tanto física quanto espiritual, é observar regime alimentar simples. Estudemos pacientemente a questão. Necessitamos de sabedoria e bom critério, a fim de proceder sabiamente neste assunto. As leis da natureza não devem ser contrariadas, mas obedecidas.


[...] Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.


Somente quando dermos atenção inteligente aos princípios do viver saudável, seremos habilitados a ver os males que resultam do regime impróprio. Os que, depois de reconhecerem seus erros, tiverem coragem para reformar seus hábitos, hão de experimentar que o processo da reforma exige lutas e muita perseverança. Uma vez educados os gostos, porém, reconhecerão que o uso de alimentos que antes haviam considerado inofensivos, estivera, pouco a pouco, mas de modo seguro, lançando bases para a dispepsia e outras doenças.


Ellen G. White. Conselhos sobre Saúde.

A Fonte da Cura

9 de setembro de 2011



Por intermédio de agentes naturais, Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar em vida, construir e restaurar-nos. Quando qualquer parte do corpo sofre um dano, principia imediatamente um processo de cura; os agentes da natureza põem-se em operação para restaurar a saúde. Mas o poder que opera por intermédio seu é o poder de Deus. Todo poder comunicador de vida tem nEle sua origem. Quando alguém se restabelece de uma enfermidade, é Deus que o restaura.


Doença, sofrimento e morte são obra de um poder antagônico. Satanás é o destruidor; Deus, o restaurador.


As palavras dirigidas a Israel verificam-se hoje naqueles que recuperam a saúde do corpo ou da alma. "Eu sou o Senhor que te sara." Êxodo 15:26.


O desejo de Deus para com toda criatura humana, exprime-se nas palavras: "Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma." III João 2.

"É Ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia." Salmo 103:3 e 4. A Ciência do Bom Viver. Ellen G. White. págs. 112 e 113.

Milagre no mar da Galileia

14 de agosto de 2011

Cristo Se retirara com os discípulos para um lugar isolado, mas breve foi interrompido esse período de tranquilo sossego. Os discípulos julgavam haver-se afastado para um lugar onde não seriam perturbados; mas assim que a multidão sentiu falta do divino Mestre, indagaram: "Onde está Ele?" Alguns dentre eles notaram a direção tomada por Cristo e Seus discípulos. Muitos foram por terra encontrá-los, enquanto outros os seguiram de barco através do lago. Estava próxima a Páscoa e de perto e de longe grupos de peregrinos, de viagem para Jerusalém, juntavam-se para ver Jesus. Outros se lhes reuniram, até que se achavam congregadas umas cinco mil pessoas, além de mulheres e crianças. Antes de Cristo chegar à praia, já uma multidão O estava aguardando. Mas Ele desembarcou sem ser por ela notado, passando algum tempo à parte com os discípulos.

Da encosta, contemplou Ele a ondulante multidão, e o Seu coração moveu de simpatia. Embora interrompido, prejudicado em Seu repouso, não ficou impaciente. Ao observar o povo que vinha, vinha sempre, viu uma necessidade ainda maior a lhe demandar a atenção. Teve compaixão deles, "porque eram como ovelhas que não têm pastor". Deixando Seu retiro, encontrou um lugar apropriado, onde os podia atender. Não recebiam nenhum auxílio dos sacerdotes e principais; mas as vivificantes águas da vida brotavam de Cristo, ao ensinar às turbas o caminho da salvação.

O povo escutava as palavras da vida, tão abundantemente brotadas dos lábios do Filho de Deus. Ouvia as graciosas palavras, tão simples e claras, que eram como o bálsamo de Gileade para sua alma. A cura de Sua mão divina trazia alegria e vida aos doentes, e conforto e saúde aos que padeciam de moléstias. O dia afigurava-se-lhes o Céu na Terra, e ficaram inteiramente inconscientes do tempo que fazia desde que tinham comido qualquer coisa [...].

Os discípulos, por fim, foram ter com Ele dizendo que, por amor do próprio povo, devia ele ser despedido. Muitos tinham vindo de longe, e nada haviam comido desde a manhã. Nas cidades e aldeias vizinhas poderiam comprar alimento. Mas Jesus disse: "Dai-lhes vós de comer"; e depois, voltando-Se para Filipe, perguntou: "Onde compraremos pão para estes comerem?". Disse para provar a fé do discípulo. Filipe olhou para o oceano de cabeças, e concluiu que seria impossível prover alimento para satisfazer a necessidade de tão numeroso povo. Respondeu que duzentos dinheiros de pão não seriam suficientes para se dividirem entre eles, de modo que cada um recebesse um pouco. Jesus indagou quanto alimento se encontraria entre a multidão. "Está aqui um rapaz", disse André, "que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?" Jesus ordenou que os mesmos Lhe fossem trazidos. Pediu então aos discípulos que fizessem o povo assentar-se na relva, em grupos de cinquenta ou de cem, para manter a ordem, e todos poderem ver o que Ele estava para realizar. Feito isso, Jesus tomou os alimentos, "e olhando para o céu, abençoou-os, e partiu-os, e deu-os aos Seus discípulos para os porem diante da multidão". "E comeram todos, e ficaram fartos, e levantaram doze cestos de pedaços de pão e de peixe."

Aquele que ensinou ao povo o meio de conseguir a paz e a felicidade era tão solícito por suas necessidades temporais como pelas espirituais[...]. Cristo nunca operou um milagre, senão para satisfazer uma necessidade real, e todo milagre era de molde a dirigir o povo à árvore da vida, cujas folhas são para cura das nações. A simples refeição passada em torno, pela mão dos discípulos, encerra todo um tesouro e lições. Era um modesto artigo, o que se proporcionou; os peixes e os pães de cevada eram o alimento diário dos pescadores dos arredores do Mar da Galileia. Cristo poderia haver exibido diante do povo um rico banquete, mas a comida preparada para a mera satisfação do apetite não teria transmitido nenhuma lição para benefício deles. Jesus lhes ensinou nessa lição que as naturais provisões de Deus para o homem foram pervertidas. E nunca se deliciou alguém com os luxuosos banquetes preparados para satisfação do pervertido gosto, como esse povo fruiu o descanso e a simples refeição proporcionada por Cristo, tão longe de habitações humanas.

Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações. p. 365-368.

O poder da vontade

7 de agosto de 2011

O poder da vontade não é estimado como devia ser. Permaneça a vontade desperta e devidamente dirigida, e ela comunicará energia a todo o ser, sendo maravilhoso auxiliar na manutenção da saúde. Também é uma potência no tratar a doença. Exercida na devida direção, dominaria a imaginação, e seria poderoso meio de resistir e vencer tanto a doença da mente quanto a do corpo. Pelo exercício da força de vontade no se colocar na justa relação para com a existência, o enfermo muito pode fazer para cooperar com os esforços médicos em favor de seu restabelecimento. Há milhares que, se quiserem, poderão recuperar a saúde. O Senhor não quer que estejam doentes. Deseja que sejam sadios e felizes, e devem dirigir a mente no sentido de ficar bons. Muitas vezes os inválidos podem resistir à doença, simplesmente recusando entregar-se às doenças e deixar-se ficar num estado de inatividade. Erguendo-se acima de suas dores e incômodos, empenhem-se em útil ocupação, adequada a suas forças. Por tal ocupação e o livre uso do ar e da luz do Sol, muito doente enfraquecido haveria de recuperar a saúde e as forças.

Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver, p. 246.

O modo de Cristo curar

7 de agosto de 2011


Este mundo é um vasto hospital, mas Cristo veio curar os enfermos, proclamar liberdade aos cativos [...]. Era em Si mesmo saúde e vigor. Comunicava Sua vida aos doentes, aos aflitos [...]. Não afastava ninguém que viesse receber Seu poder vivificador.[...] A muitos dos aflitos que foram curados, disse Cristo: "Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior." João 5:14. Assim ensinou que a doença é o resultado da violação das leis de Deus, tanto naturais quanto espirituais. Não existiria no mundo a grande miséria que há, se tão-somente os homens vivessem em harmonia com o plano do Criador. ...Essas lições são para nós. Há condições que devem ser observadas por todos os que queiram conservar a saúde. Cumpre que todos aprendam quais são essas condições. Deus não Se agrada da ignorância com respeito a Suas leis, sejam naturais, sejam espirituais. Devemos ser coobreiros Seus, para restauração da saúde do corpo bem como da alma.[...] O poder do amor estava em todas as curas de Cristo, e unicamente participando desse amor, pela fé, podemos ser instrumentos para Sua obra.

Ellen G. White

Deus proverá

30 de julho de 2011

Muitos que professam seguir a Cristo têm um coração ansioso e inquieto porque receiam confiar-se a Deus. Não se entregam completamente a Ele, porque temem as consequências que tal entrega possa implicar. Enquanto não fizerem essa entrega, não podem encontrar paz. Há muitos cujo coração está oprimido sob o peso de cuidados, porque procuram fazer como o mundo. Escolheram seu serviço, aceitaram suas perplexidades, adotaram seus costumes. Assim, seu caráter é deformado e sua vida torna-se fatigante. As preocupações contínuas esgotam as forças da vida. Nosso Senhor deseja que se libertem deste jugo de escravidão. Convida-os a aceitar o Seu jugo, dizendo: "O Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve." Mateus 11:30.

A inquietude é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o princípio. Para cada dificuldade, tem já preparado um alívio: "Não negará bem algum aos que andam na retidão." Salmo 84:11. Nosso Pai celeste tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os que aceitam como princípio dar lugar supremo ao serviço de Deus verão desvanecidas as perplexidades e terão caminho plano diante de si.

"Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte." II Coríntios 12:10.

Ellen G. White. Ciência do bom viver. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. p.480-481.

Ele é a paz

7 de julho de 2011

Jesus não suprimia da verdade uma palavra que fosse, mas sempre a proferia com amor. Em Seu convívio com o povo exercia o maior tato, dispensando-lhes atenta e bondosa consideração. Não era nunca rude; jamais pronunciava desnecessariamente uma palavra severa; nunca motivava dores desnecessárias a uma alma sensível. Não censurava as fraquezas humanas. Dizia a verdade, mas sempre com amor. Denunciava a hipocrisia, a incredulidade e a injustiça; mas o pranto transparecia em Sua voz quando proferia Suas fulminantes repreensões. Chorou sobre Jerusalém, a cidade que amava, e que recusava recebê-Lo a Ele que era o caminho, a verdade e a vida. Haviam-nO rejeitado, a Ele que era o Salvador, mas olhava-os com ternura e compaixão. Sua vida foi de abnegação e solícito cuidado pelos outros. Toda pessoa era preciosa aos Seus olhos. Se bem que sempre Se conduzisse com divina dignidade, inclinava-Se com a mais terna simpatia a cada membro da família de Deus.[...]. Tal é o caráter de Cristo, revelado em Sua vida. Tal é também o caráter de Deus. É do coração do Pai que as torrentes da compaixão divina, manifestas em Cristo, fluem para os filhos dos homens. Jesus, o terno, compassivo Salvador, era Deus manifestado na carne. I Timóteo 3:16.

Ellen G. White. Caminho a Cristo. p.12.

O Amor de Cristo um Poder Vitalizante

2 de julho de 2011

Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder, é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça ergue-Se "trazendo salvação nas Suas asas". Malaquias 4:2. Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o engenho, o talento - são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.

O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. Todo órgão vital - o cérebro, o coração, os nervos - esse amor toca, transmitindo cura. Por ele são despertadas para a atividade as mais altas energias do ser. Liberta a alma da culpa e da dor, da ansiedade e do cuidado que consomem as forças vitais. Vêm com ele serenidade e compostura. Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir - a alegria do Espírito Santo - alegria que comunica saúde e vida. A Ciência do Bom Viver, pág. 115.


Ellen G. White. Conselhos sobre saúde.

Segurança, força e paz

15 de junho de 2011

Não devemos permitir que o futuro, com seus difíceis problemas, suas não satisfatórias perspectivas, façam nosso coração desfalecer, tremer-nos os joelhos, pender-nos as mãos. “... Se apodere da Minha força”, diz o Poderoso, “e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.” Isaías 27:5. Os que submetem a vida a Sua direção e a Seu serviço, jamais se verão colocados numa posição para a qual Ele não haja tomado providências. Seja qual for nossa situação, se somos cumpridores de Sua Palavra, temos um Guia a nos dirigir o caminho, seja qual for nossa perplexidade, temos um seguro Conselheiro; seja qual for nossa tristeza, perda ou solidão, possuímos um Amigo cheio de compassivo interesse.

Se, em nossa ignorância, damos passos em falso, nosso Salvador não nos abandona. Nunca precisamos sentir que nos achamos sós. Temos anjos por companheiros. O Consolador que Cristo nos prometeu enviar em Seu nome permanece conosco. No caminho que conduz à cidade de Deus não há dificuldades que os que nEle confiam não possam vencer. Não existem perigos de que não lhes seja possível escapar. Não há uma tristeza, uma ofensa, uma fraqueza humana para a qual não haja Ele provido o remédio.

Ninguém tem necessidade de se abandonar ao desânimo e desespero [...]. Mas há para vós esperança em Cristo. Deus não nos manda vencer em nossas próprias forças. Pede-nos que nos acheguemos bem estreitamente a Ele. Sejam quais forem as dificuldades sob que labutemos, que nos façam desgastar o corpo e a alma, Ele está à espera de nos libertar.

Aquele que tomou sobre Si a humanidade sabe compadecer-Se dos sofrimentos dela. Cristo não só conhece cada pessoa, suas necessidades e provações particulares, mas também sabe todas as circunstâncias que atritam e desconcertam o espírito. Sua mão se estende em piedosa ternura a todo filho em sofrimento. Os que mais sofrem, mais simpatia e piedade dEle recebem. Comove-Se com o sentimento de nossas enfermidades, e deseja que Lhe lancemos aos pés as perplexidades e aflições, deixando-as ali.

“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente. ... E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus.” Colossenses 3:15-17.


Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver.

O Médico dos médicos

2 de junho de 2011

Diz a Escritura que os homens devem "orar sempre e nunca desfalecer" (Lucas 18:1); e, se há um tempo em que eles sintam sua necessidade de orar, é quando lhes faltam as forças, e a própria vida lhes parece fugir. Freqüentemente os que estão com saúde esquecem as maravilhosas misericórdias a eles feitas continuadamente, dia após dia, ano após ano, e não rendem a Deus tributo e louvor por Seus benefícios. Ao sobrevir a doença, porém, Ele é lembrado. Ao faltarem as forças humanas, sentem os homens a necessidade do auxílio divino. E nunca o nosso misericordioso Deus Se afasta da alma que para Ele em sinceridade se volve em busca de auxílio. Ele é nosso refúgio na enfermidade assim como na saúde.

"Como um pai se compadece de seus filhos,
Assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.
Pois Ele conhece a nossa estrutura;
Lembra-Se de que somos pó." Salmo 103:13 e 14.

"Por causa do seu caminho de transgressão
E por causa das suas iniqüidades", os homens "são afligidos.
A sua alma aborreceu toda comida,
E chegaram até às portas da morte." Salmo 107:17 e 18.

"Então, clamaram ao Senhor na sua angústia,
E Ele os livrou das suas necessidades.
Enviou a Sua palavra, e os sarou,
E os livrou da sua destruição." Salmo 107:19 e 20.

Deus está hoje tão desejoso de restabelecer os doentes como quando o Espírito Santo proferiu estas palavras por intermédio do salmista. E Cristo é agora o mesmo compassivo médico que era durante Seu ministério terrestre. NEle há bálsamo curativo para toda doença, poder restaurador para toda enfermidade.

Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. p.51-54.

Com a Natureza e com Deus


A vida do Salvador na Terra foi de comunhão com a natureza e com Deus. Nessa comunhão, Ele revelou-nos o segredo de uma vida de poder. Jesus era trabalhador fervoroso e constante. Jamais existiu entre os homens alguém tão carregado de responsabilidades. Jamais outro conduziu tão pesado fardo das dores e pecados do mundo. Jamais outro labutou com um zelo tão consumidor de si próprio, pelo bem dos homens.

Todavia, teve uma vida saudável. Física bem como espiritualmente, Ele era representado pelo cordeiro sacrifical, "imaculado e incontaminado". I Pedro 1:19. No corpo e na alma, era um exemplo do que Deus designava que fosse toda a humanidade por meio da obediência a Suas leis. Quando se olhava para Jesus, via-se um rosto em que a divina compaixão se misturava com um poder consciente. Ele parecia circundado de uma atmosfera de vida espiritual. Suas maneiras eram suaves e despretensiosas, mas Ele impressionava as pessoas com um senso de poder que, embora oculto, não podia ser inteiramente dissimulado.[...]

A infância de Jesus, passada na pobreza, não fora contaminada pelos hábitos artificiais de uma era corrupta. Trabalhando ao banco de carpinteiro, desempenhando as responsabilidades da vida doméstica, aprendendo as lições da obediência e da labuta, encontrava recreação entre as cenas da natureza, colhendo conhecimento enquanto buscava compreender os mistérios dessa natureza. Estudava a Palavra de Deus, e as horas de maior felicidade para Ele eram aquelas em que Se podia afastar do cenário de Seus labores e ir para o campo a meditar nos quietos vales, a entreter comunhão com Deus na encosta da montanha, ou entre as árvores da floresta.

O alvorecer encontrava-O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração. Com cânticos saudava a luz da manhã. Com hinos de gratidão alegrava Suas horas de labor, e levava a alegria celeste ao cansado e ao abatido.Durante Seu ministério, Jesus viveu em grande parte ao ar livre. Suas jornadas de um lugar para outro eram feitas a pé, e muito de Seu ensino foi ministrado ao ar livre também. Ao preparar os discípulos, Ele Se retirava muitas vezes da confusão da cidade para um lugar tranquilo nos campos, mais em harmonia com as lições de simplicidade, fé e abnegação que lhes desejava ministrar. Foi sob as agasalhantes árvores da encosta da montanha, mas a pouca distância do Mar da Galiléia, que os doze foram chamados ao apostolado, e proferido o Sermão do Monte.

Cristo gostava de reunir o povo em torno de Si sob o azul dos céus, numa relvosa encosta, ou à margem de um lago. Ali, rodeado pelas obras por Ele próprio criadas, era-Lhe possível atrair-lhes a atenção das coisas artificiais para as naturais. No crescimento e desenvolvimento da natureza, eram revelados os princípios de Seu reino. Ao erguerem os homens o olhar para os montes de Deus, e contemplarem as maravilhosas obras de Sua mão, podiam aprender preciosas lições de verdade divina. Nos dias futuros, as lições do divino Mestre lhes seriam assim repetidas pelas coisas da natureza. O espírito seria elevado, e o coração encontraria descanso.


Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. p.51-54.

Nosso exemplo



Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. "Tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças" (Mateus 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o peso de moléstias, misérias e pecado. Era Sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter. Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle emanava uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos.

A obra do Salvador não era restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizava Ele Sua obra de curar e ensinar, que não havia na Palestina edifício vasto bastante para comportar as multidões que se Lhe aglomeravam em torno. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes e os curava.

Onde quer que houvesse corações prontos a receber-lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava aos que a Ele vinham; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família. Jesus carregava o terrível peso da responsabilidade da salvação da humanidade. Ele sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana decidida mudança nos princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho. Todavia era um céu estar-se em Sua presença. Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado.

Em todas as coisas, colocava Seus desejos em estrita obediência à Sua missão. Glorificava Sua vida por torná-la em tudo submissa à vontade do Seu Pai. Quando na Sua juventude, Sua mãe, ao encontrá-Lo na escola dos rabis, disse: "Filho, por que fizeste assim para conosco?" Ele respondeu - e Sua resposta é a nota tônica de Sua obra vitalícia - "Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?" Lucas 2:48 e 49. Sua vida foi de constante abnegação. Não possuía lar neste mundo, a não ser o que a bondade dos amigos Lhe preparava como peregrino. Ele veio viver em nosso favor a vida do mais pobre, e andar e trabalhar entre os necessitados e sofredores. Entrava e saía, não reconhecido nem honrado, diante do povo por quem tanto fizera.

Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. pp.17, 18 e 19.

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Nosso exemplo I

Jesus era sempre paciente e animoso, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: “Vinde a Mim.”

Durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar enfermos do que a pregar. Seus milagres testificavam da veracidade de Suas palavras, de que não veio a destruir, mas a salvar. Aonde quer que fosse, as novas de Sua misericórdia O precediam. Por onde havia passado, os que haviam sido alvo de Sua compaixão se regozijavam na saúde, e experimentavam as forças recém-adquiridas. Multidões ajuntavam-se em torno deles para ouvir de seus lábios as obras que o Senhor realizara. Sua voz havia sido o primeiro som ouvido por muitos, Seu nome o primeiro proferido, Seu rosto o primeiro que contemplaram. Por que não haveriam de amar a Jesus, e proclamar-Lhe o louvor? Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria.

“A terra de Zebulom, e a terra de Naftali,
Junto ao caminho do mar, além do Jordão,
A Galiléia das nações;
O povo, que estava assentado em trevas
Viu uma grande luz;
E aos que estavam assentados na região e sombra da morte
A luz raiou.” Mateus 4:15 e 16.

O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasião para implantar princípios divinos na mente e na alma. Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graça.

Cristo poderia ter ocupado o mais elevado lugar entre os mestres da nação judaica, mas preferiu levar o evangelho aos pobres. Ia de lugar a lugar, para os que se achavam nos caminhos e atalhos pudessem ouvir as palavras da verdade. Na praia, nas encostas das montanhas, nas ruas da cidade, nas sinagogas, Sua voz se fazia ouvir explicando as Escrituras. Muitas vezes ensinava no pátio anterior do templo, a fim de os gentios Lhe poderem ouvir as palavras.

Tão diferente eram os ensinos de Cristo das explicações escriturísticas feitas pelos escribas e fariseus, que prendiam a atenção do povo. Os rabis apegavam-se à tradição, às teorias e especulações humanas. Muitas vezes o que os homens haviam ensinado e escrito acerca das Escrituras, era posto em lugar delas próprias. O tema dos ensinos de Cristo era a Palavra de Deus. Ele respondia aos inquiridores com um positivo: “Está escrito”, “Que diz a Escritura?”, “Como lês?” Em todas as oportunidades, em se despertando em amigo ou adversário qualquer interesse, Ele apresentava a Palavra. Proclama a mensagem evangélica de maneira clara e poderosa. Suas palavras derramavam abundante luz sobre os ensinos dos patriarcas e profetas, e as Escrituras chegavam aos homens como uma nova revelação. Nunca dantes haviam Seus ouvintes percebido na Palavra de Deus tal profundez de sentido.

Ellen G. White. A Ciência do Bom Viver. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997. pp.19 a 22.

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O Pastor



"Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

"Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca."
Isaías 53:1-8.



Jesus é o pastor, somos suas ovelhas. Mas diferente de qualquer deus mitológico, o Senhor não se colocou acima da humanidade. Ele desceu, saiu do céu, nasceu na terra. Ele não condena, mas ama incondicionalmente. Ele aceita e perdoa. O pastor, cuja característica é servir e amar, entregou-se pela humanidade ferida. Jesus, o pastor, também se fez ovelha. Deus, o criador, se fez humano, para dar a todo que nEle crê a vida eterna.

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